Ambiguidade ou anfibologia[editar | editar código-fonte]
Consiste na polissemia especial de palavras e expressões tornando incerto o significado da frase. Ou seja, uso de palavras que causam duplo sentido na interpretação,[2] salvo quando ocorre propositalmente em textos literários.
- Exemplos:
"Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado."
"O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia."
Análise: nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente.
Barbarismo[editar | editar código-fonte]
É o uso incorreto de palavras quanto à grafia, pronúncia ou flexão.[1] Assim, divide-se em:
Prosódico[editar | editar código-fonte]
Erro quanto a pronúncia.
Exemplo: Solicitou a rúbrica do aluno no contrato. (correto seria rubrica)
Grafia[editar | editar código-fonte]
Erro quanto a ortografia.
Exemplo: Seguimentos (correto seria segmentos); Advinhar. (correto seria adivinhar)
Morfológico[editar | editar código-fonte]
Erro quanto a flexão.
Exemplo: Quando eu pôr o vestido. (correto seria puser)
Mórfico[editar | editar código-fonte]
Erro quanto a forma.
Exemplo: Esse tipo de cálculo deve ser com um objeto monolinear. (correto seria unilinear)
Semântico[editar | editar código-fonte]
Erro quanto a significação.
Exemplo: Eu sofri no tráfico intenso. (correto seria tráfego)
Estrangeirismo[editar | editar código-fonte]
Uso desnecessário de palavras estrangeiras, devido a já existir palavras análogas no idioma.
Exemplos: show (apresentação); menu (cardápio).
Gerundismo[editar | editar código-fonte]
Exemplo: Fez um comentário criticando os membros da loja
Revisão: Fez um comentário que criticava os membros da loja.
Vulgarismo[editar | editar código-fonte]
É o uso linguístico popular em contraposição às normas cultas da linguagem.[4] O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.
Fonético[editar | editar código-fonte]
- A queda dos Rs no fim dos verbos.
Exemplo: "andá" (andar), "comê" (comer).
- A vocalização do "L" final nas sílabas.
Exemplo: "méu" (mel), "sau" (sal), "Brasiu" (Brasil), "cauça" (calça).
- A monotongação dos ditongos.
Exemplo: "estóra" (estoura), "robar" (roubar), "afróxo" (afrouxo).
- A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.
Exemplo: "adevogado" (= advogado), "rítimo" (= ritmo), "pissicologia" (= psicologia), impuguinar (= impugnar), adimirável (= admirável), adimissão (= admissão), adiministrar (= administrar), adijetivo (= adjetivo)
Ocorre a simplificação das flexões nominais e verbais.
Exemplo: "Os home brigô."
- Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo.
Exemplo: "Vi ela", "olha eu" etc."
Solecismo[editar | editar código-fonte]
Inadequação na estrutura sintática da frase com relação à gramática normativa. Ou seja, é um desvio em relação à sintaxe.[1] Há três tipos de solecismo: de concordância, de regência e de colocação.
De regência[editar | editar código-fonte]
- Exemplos:
"Ontem assistimos o filme." → O correto é: Ontem assistimos ao filme.
"Cheguei no Brasil em 1923."→ O correto é: Cheguei ao Brasil em 1923.
''Custei a resolver esse problema.'' → O correto é: Custou-me resolver esse problema.
''Respondi o questionário da prova.'' → O correto é: Respondi ao questionário da prova.
''Ele é deputado da Bahia, mas não de Goiás.'' → O correto é: Ele é deputado pela Bahia, mas não por Goiás.
''Instalei um programa, mas ele não é compatível do sistema.'' → O correto é: Instalei um programa, mas ele não é compatível com o sistema
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